5.5.05

Meu caminho

“Akashi” é uma ficção com elementos de realidade fantástica. Gosto desse termo, “realidade fantástica”. Acho mesmo que a nossa realidade é muito mais fantástica do que aparenta nossa experiência cotidiana.

Não estou falando da apelação barata “trago de volta a pessoa amada” ou da neurose esotérica do final do século vinte, que mistura crenças e superstições em um balaio de gatos sem pé nem cabeça.

Estou falando de algo mais sutil, que atravessa a história humana como a sombra de nossa cultura desperta.

Mais de sessenta anos depois da morte de Freud, é curioso ver pessoas que acham que sua vida é plana, lógica e cartesiana. Bem como aquelas que acreditam que nada da verdade escapa da ciência tradicional, enquanto centenas de universidades sérias ao redor de todo o mundo fazem experimentos que sugerem aspectos desconhecidos da mente humana. Outra falácia é o fato da espiritualidade ser um atributo das mentes simplórias. Um passeio pelo centro de qualquer grande cidade no ocidente permite a identificação de estruturas e prédios carregados de simbologia espiritualista, principalmente de origem hermética. E geralmente em prédios que servem aos grupos sociais mais bem posicionados.

Procuro a minha interpretação pessoal da realidade. A mais ampla possível. A mais honesta para com minhas percepções e sentimentos. Além do senso comum que diminui, aprisiona e submete. Ela não serve para mais ninguém. Cada um de nós tem diferentes elementos em sua formação e caráter para construir seu próprio quebra cabeças. Isso é liberdade. É responsabilidade. Também traz ansiedade e medo. Talvez por isso tantos desistam.
Mas se as respostas são diferentes, podemos desenvolver juntos algumas perguntas...

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